Série documental da Rede Globo revisita o Caso ET de Varginha, reúne novas versões e mostra como o episódio segue influenciando a cidade e o imaginário popular

Trinta anos após o episódio que colocou Varginha no centro de um dos maiores debates ufológicos do Brasil, o lançamento da série documental “O Mistério de Varginha” reacende memórias, questionamentos e diferentes interpretações sobre o caso ocorrido em janeiro de 1996.

Exibida em três episódios, a produção reúne documentos, áudios, arquivos jornalísticos e depoimentos que ajudam a reconstruir a cronologia dos acontecimentos e o impacto duradouro do episódio na cidade e no imaginário coletivo brasileiro.

Diferentemente de produções anteriores, a série propõe um olhar mais amplo sobre o caso, apresentando versões distintas e, em alguns momentos, conflitantes. Entre os pontos abordados está a mudança de posicionamento de Ubirajara Rodrigues, considerado o primeiro ufólogo a investigar o episódio, que anos depois passou a questionar a própria existência da suposta criatura.

O documentário também dá voz a moradores, militares e jornalistas que acompanharam de perto os desdobramentos do caso, além de resgatar materiais de arquivo que ajudam a compreender como a narrativa se formou e se transformou ao longo das décadas.

Um dos momentos centrais da série é o reencontro com Kátia, Liliane e Valquíria, as jovens que ficaram conhecidas como as “três meninas do ET”. No documentário, elas revisitam o episódio e relatam como a exposição pública influenciou suas trajetórias pessoais e profissionais ao longo dos anos.

As gravações foram realizadas entre outubro e dezembro de 2025 em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Brasília, com retorno aos locais mencionados nas investigações originais. O acesso a novos registros e documentos permitiu à equipe aprofundar a análise sobre as circunstâncias do caso e suas repercussões.

Mais do que buscar respostas definitivas, a série reforça como o Caso ET de Varginha permanece aberto a interpretações e continua exercendo forte influência cultural, turística e simbólica sobre a cidade, que até hoje é associada ao episódio em produções audiovisuais, pesquisas e manifestações artísticas.

O lançamento do documentário também contribui para renovar o interesse público pelo tema, apresentando o caso a novas gerações e estimulando reflexões sobre memória, mídia, investigação e construção de narrativas ao longo do tempo.

Dirigida por Ricardo Calil e Paulo Gonçalves, a série vai ao ar após o filme O Auto da Compadecida 2 e também ficará disponível na plataforma Globoplay.

Fonte: G1 Sul de Minas e Varginha Digital

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